Roma

Ana Carolina Machado de Souza

Roma constituiu o maior império da Antiguidade e seu estudo é fundamental para a compreensão do vasto legado arquitetônico, cultural, social, politico e econômico deixado pelos romanos. Assim como outros períodos históricos, a antiguidade clássica romana foi tida como um modelo a ser seguido pelas sociedades posteriores, devido às grandes contribuições daquele povo. Seria impossível concluir em somente um post toda a história de Roma, desde as origens até o declínio do famoso Império. Portanto, neste post inicial privilegiamos falar sobre o início da cidade até a Monarquia. As épocas posteriores, como a própria instituição monárquica, a República e o Império receberão posts individuais, assim não comprometemos o conteúdo.

Deve-se lembrar que a História é dinâmica, e nenhuma das características da Antiguidade Clássica, aquelas deixadas pelas civilizações greco-romanas, surgiram espontaneamente, quase como inatas àquela sociedade ou aos líderes daqueles tempos. A complexidade do pensamento histórico não nos permite delegar a apenas uma pessoa todo o crédito por um vasto período, sendo que a História é contada não somente por essas figuras. Todo o legado romano foi construído ao longo do tempo, desde a sua criação até o declínio.

Localização

Roma localiza-se na parte oeste da Península Itálica, às margens do rio Tibre. Hoje capital da Itália e sede do Vaticano, foi a maior cidade daquele que foi o império mais grandioso da Antiguidade e ainda guarda diversos elementos desse período.

As Origens

O primeiro que escreveu sobre a origem de Roma foi Virgílio, poeta romano, apesar de os relatos lendários terem relação com os gregos. Segundo a versão apresentada na Eneida, grande obra épica de Virgílio, o príncipe de Tróia Enéas, que era filho de Afrodite (Vênus no radical latino), fugiu e vagou sozinho pelo Mar Mediterrâneo, logo após uma batalha perdida na Guerra de Tróia, e os deuses encaminharam-no para a península itálica.

Um dos descendentes de Enéas foi Numítor, rei da cidade de Alba-Longa, e foi destronado por seu irmão Amúlio. Este, temendo perder o trono para os descendentes de seu irmão, matou o sobrinho Lauso e obrigou a sobrinha Réia Sílvia a fazer voto de castidade. Contudo, Réia engravidou, segundo ela, do deus Marte, e deu a luz Rômulo e Remo, provocando a ira do rei. Amúlio mandou abandonar os bebês ao relento, e estes foram postos nas águas do rio Tibre.  A lenda continua e diz que uma loba os encontrou às margens do rio ao seguir o choro dos bebês, e os amamentou.

Escultura em bronze, 500-480 a. C. Museu Capitolino, Roma

Tempos depois, um pastor de ovelhas chamado Faustolo pegou as crianças e as criou junto com sua mulher. Rômulo e Remo cresceram com seus pais adotivos epor conta de uma acusação de roubo, Remo foi preso e levado a Alba Longa. Rômulo resolveu ir até a cidade recuperar o irmão, já sabendo de toda a sua história através de Faustolo. Juntos depuseram e mataram Amúlio e devolveram o trono ao seu avô Numítor e à sua mãe Réia Sílvia. Decidiram voltar à cidade de criação e receberam a autorização para criar uma própria cidade às margens do Tibre. Consultaram os deuses para saber qual o lugar mais propício para a fundação e a discórdia começou, pois Rômulo queria construir sobre o Palatino, chamar de Roma e murar para a proteção desse lugar sagrado. Já Remo queria construir sobre o Aventino e chamar de Remora. Os irmãos brigaram, Rômulo matou Remo e tornou-se o lendário primeiro rei de Roma, em 753 a.C..

Rômulo e Remo, 1615-16, Peter Paul Rubens. Museu Capitólio, Roma.

A lenda dos dois irmãos amamentados pela loba foi apropriada por diversos historiadores e filósofos da época, como Tito Lívio e Plutarco e demostra a importância da religião e dos deuses para os romanos.

Povoamento

 A composição social da Península itálica foi (e ainda é) extremamente heterogêna, composta por diversos grupos de vários lugares. Os três principais grupos eram: os italiotas (latinos, sabinos, volscos, équos, entre outros) que possuíam aguma proximidade cultural, como a língua, habitaram o centro da península e chegaram por volta de 2000 a.C.. Ao norte, aproximadamente no século VIII a. C., chegaram os etruscos, que não tinham uma origem determinada, mas acredita-se que são da Ásia Menor. Já ao sul, completando o mapeamento, chegaram os gregos e nas ilhas da Córsega e Sardenha, o domínio era dos cartagineses.

A cidade de Roma, basicamente povoada por italiotas, sofreu diversos ataques dos estruscos que vinham do norte, e, num determinado momento, foi dominada por esse povo. Portanto, todo o domínio iniciado pelos etruscos na região do Lácio contribuiu para a consolidação da cidade e a estruturação política e econômica para sobreviver a ataques e, posteriormente, expandir. É a partir desse momento que se inicia um importante período da história romana, a Monarquia, que ocorreu entre 753 a. C. e 509 a. C.

Dicas e Referências:

FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2001.

Anúncios
Esse post foi publicado em História Antiga. Bookmark o link permanente.

2 respostas para Roma

  1. giselle disse:

    é muito bom essa historia

  2. Pingback: Arte na Antiguidade: as Esculturas Gregas | Historiando

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s