Grécia Antiga – Parte 2

Depois de conhecermos os períodos de formação e desenvolvimento do Mundo Grego, vamos aprofundar nossos conhecimentos nos períodos de auge, consolidação e declínio da Grécia Antiga.

Período Clássico (séc. V a IV a.C.)

O período clássico foi marcado por constantes disputas entre as póleis pela supremacia no Mundo Grego. Foi uma fase marcada pelas hegemonias e imperialismo que acabou com uma guerra entre os próprios gregos, iniciando assim o processo de decadência grega. A hegemonia transitou entre três póleis, primeiramente houve a hegemonia de Atenas, depois de Esparta e, por fim, de Tebas.

Um dos principais conflitos bélicos foram as Guerras Médicas ou Pérsicas. Este evento colocou em conflito o mundo bárbaro (Persia) e o mundo grego. Em aproximadamente 480 a.C., o Império Persa aumentava suas fronteiras (da Índia à Grécia) e essa expansão passou a preocupar as cidades-Estados gregas, uma vez que, com a conquista da Ásia Menor, as colônias gregas daquela região foram anexadas e os conflitos entre esses dois mundos tornaram-se constantes.

As Guerras Médicas

No início a autonomia destas cidades foram respeitas, porém depois um tempo os persas passaram a exigir o pagamento de impostos. A cidade de Mileto e algumas outras, apoiadas por Atenas, iniciaram uma rebelião; esse é considerado o motivo principal que desencadeou o conflito entre gregos e persas. Quando Atenas enviou vinte navios para ajudar na revolta, o rei da Pérsia, Dario I, enviou um destacamento para a região e os persas foram derrotados. Dez anos depois, Xerxes, filho de Dario, enviou uma grande tropa que tinha como objetivo transformar a Grécia numa colônia persa.  Neste momento, as póleis gregas decidiram se unir para derrotar os persas, porém foram derrotados na Batalha de Termópilas e os persas conseguiram invadir Atenas, porém foram derrotados, graças a criação da Liga de Delos – liderada por Atenas – que graças ao poderio naval derrotou os persas e estabeleceu-se a supremacia grega no Egeu.

Foi após assumir essa hegemonia que Atenas alcançou uma maturidade democrática e o apogeu cultural da cidade. No século V a.C., a pólis foi governada por Péricles (444-429 a.C.) sua liderança foi tão importante para Atenas que o período é chamado de Século de Péricles. A hegemonia ateniense gerou uma série de inimigos, pois muitas vezes Atenas feria a soberania de outras cidades, principalmente por liderar a Liga de Delos que exercia um controle militar sobre a Grécia. Foi assim que algumas cidades-estados passaram a se organizar e sob liderança de Esparta criaram a Liga do Peloponeso.

A liga, liderada por Esparta, invadir a Ática e em 430 a.C., uma peste devastou Atenas, matando mais de um terço da população, inclusive o líder ateniense Péricles, mesmo com essa baixa, Atenas resistiu à Esparta e essa primeira etapa da guerra encerrou-se sem um vencedor. Ambos assinaram um tratado de paz em 421 a.C. chamado de Paz de Nícias. Em 413 a.C., os atenienses, motivados pela ambição de estender seus territórios invadiram a Sicília porém não foram bem-sucedidos e alguns de seus antigos aliados passaram a abandoná-los. Esparta, com medo de um fortalecimento de Atenas, contou com a ajuda da Pérsia e impôs sua rendição, dissolveu a Liga de Delos e, apesar dos pedidos de alguns aliados, não matou os cidadãos, nem escravizou as mulheres e crianças.

As cidades-Estados da Liga de Delos foram submetidas ao governo espartano e muitas tiveram seus governos substituídos pelas oligarquias espartanas. A soberania de esparta não durou muito tempo, pois as póleis criaram novos sistemas e alianças que continuavam com a ideologia de ataque às outras cidades, isso permitiu que Tebas, antiga aliada, se tornasse hegemônica.

Período Helenístico (séc. III e II a.C.)

Estas tentativas de buscar a supremacia levaram a um nocivo enfraquecimento das póleis gregas. Enquanto o Mundo Grego estava tomado por guerras surgia ao norte da Grécia, uma nova potência, a Macedônia. Os gregos chamavam os macedônicos de bárbaros, pois os considerava um povo selvagem que tiveram um contato com a cultura grega. Liderados pelo rei Felipe II, que passou três anos em Tebas como refém, conquistaram a Grécia em 338 a.C., na Batalha de Queronéia, as cidades-Estado perderam sua independência dando início ao chamado período Helenístico ou Macedônico.

O filho de Felipe I, Alexandre Magno, consolidou a conquista da Grécia e expandiu seu Império até o Oriente. Em 333 a.C., Alexandre destruiu o grande império de Dario III; um ano depois deslocou-se em direção a Fenícia e depois ao Egito, onde foi recebido como filho de deus, faraó. Em 331 a.C., invadiu o centro do Império Persa e foi coroado o rei dos persas. Seu império ainda conquistou a Palestina e a Índia e foi um dos mais vastos impérios da história. Em 323 a.C., Alexandre Magno, aos 33 anos, morreu vítima de uma febre violenta. Sua morte marcou o fim de um curto período de unidade política do império.

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Mosaico de Alexandre (cópia romana de uma pintura do período helenístico)

Alexandre ao construir o Império Macedônico foi extremamente importante na difusão da cultura grega, educado pelo filósofo grego Aristóteles, a ciência viaja junto a suas caravanas e exércitos, além de soldados levou cientistas para estudar a vida vegetal e animal e cartografar as regiões conquistadas. O período Helenístico foi importante para a difusão de todo conhecimento, cultura, arte que nasceram no Mundo Grego.

Bibliografia 

FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2002.

Bruna Borges

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