Especial Vestibular (ENEM) – Civilizações Pré-colombianas

(Enem 2013) O canto triste dos conquistados: os últimos dias de Tenochtitlán

Nos caminhos jazem dardos quebrados;

os cabelos estão espalhados.

Destelhadas estão as casas,

Vermelhas estão as águas, os rios, como se alguém as tivesse tingido,

Nos escudos esteve nosso resguardo,

mas os escudos não detêm a desolação…

PINSKY, J. et al. História da América através de textos. São Paulo: Contexto, 2007 (fragmento). O texto é um registro asteca, cujo sentido está relacionado ao(à)

a) tragédia causada pela destruição da cultura desse povo.

b) tentativa frustrada de resistência a um poder considerado superior.

c) extermínio das populações indígenas pelo Exército espanhol.

d) dissolução da memória sobre os feitos de seus antepassados.

e) profetização das consequências da colonização da América.

Resposta

Essa pergunta é puramente interpretação de texto, mas saber um pouco sobre a história da conquista do Novo Mundo auxilia, pois algumas alternativas não estão erradas do ponto de vista histórico, mas não respondem a pergunta principal. O enunciado é a reprodução de um registro asteca sobre a invasão de Tenochtitlán, a capital dos astecas e atual Cidade do México. Em 1492, Cristóvão Colombo aportou nas ilhas do Caribe, mas foi só em 1519, que Hernán Cortés chegou na ilha de Hispaniola, hoje República Dominicana. Após passar pela península de Yucatán e agregar aliados ao longo do caminho, Cortés e sua tropa se surpreenderam com a imponência de Tenochtitlán e, em 1521, a tomou para si. Esse processo não foi pacífico, pelo contrário. A utilização de armas de fogo, cavalos (nunca antes vistos nas Américas), e da guerra biológica (já que os indígenas não eram imunizados contra as doenças europeias, como a gripe) fizeram com que a conquista do território fosse sangrenta. O número de astecas era muito superior ao dos espanhois que mesmo assim, mostraram a superioridade bélica. O texto acima fala sobre um massacre, uma tentativa de resistência, que não deu certo. A resposta é a B.

Por que as outras estão erradas?

a. Houve sim uma tragédia, mas não a destruição cultural de um povo. Os astecas não foram dizimados, nem sumiram, como os maias. Eles foram subjugados e viraram súditos da Coroa espanhola. Ou seja, seus costumes continuaram, mesmo à revelia dos interesses dos espanhois. Lembrem-se, uma conquista territorial não significa a morte cultural de um povo. A cultura é adaptável, cíclica, complexa, não é destrída tão facilmente.

c. Essa também não está errada historicamente, pois algumas populações foram exterminadas, mas não os astecas, e nem é o ponto principal do texto. O enunciado mostra resquícios de uma guerra perdida, então é nisso em que o candidato tem que se fixar;

d. Essa alternativa não se relaciona em nada com o pedido no enunciado, pois o aspecto de apagamento da memória nem é mencionado;

e. Não há profetização nesse texto. Ele é um registro sobre um fato, um canto sobre a guerra da conquista, mas não fala em profetas ou misticismo.

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